A horrível conspiração (desmascarada!!!)

Ainda bem que depositando a nossa confiança nos ultra liberais ficamos todos em boas mãos...
Com este cenário estou a ver que os ecologistas vão ter que pedir ajuda a este senhor.

Com este cenário estou a ver que os ecologistas vão ter que pedir ajuda a este senhor.
A confirmação do óbvio: os americanos teriam invadido o Iraque independentemente do que saísse das Nações Unidas.
Ou seja, a aliança ocidental (que os republicanos andam a cantar aos quatro ventos, agora que estão até ao pescoço em...) só serve quando é conveniente, ou seja, quando se prova que o colosso não tem força ou credibilidade suficiente para resolver as situações que a sua arrogância e falta de visão causaram.
O pensamento político desta administração quanto à Europa foi expresso pelo secretário de defesa Rumsfeld há bem pouco tempo, os americanos não têm qualquer uso para a “velha Europa”, a Europa orgulhosa e independente, e por isso preferem uma tal “nova Europa” (obediente, dependente e fragmentada) que mais não é que o conjunto de nações que não percebeu que os seus interesses e prioridades estão em Bruxelas e não em Washington.

Sinto-me particularmente trágico, por isso escolhi esta imagem para o Domingo,a proclamação do Império alemão em Versailles (1871) - uma humilhação que os franceses jamais esqueceriam. Este evento foi a causa de mais de 7 décadas de instabilidade continental e mundial, foi o principio do fim do domínio Europeu a nível mundial. Novos Impérios se seguiriam, com outros símbolos e ideologias.
O ressentimento alemão pela sua exclusão a nível colonial, a arrogância britânica em desligar-se da política continental, a decadência dos Impérios do sul da Europa (Portugal e Espanha) ao ponto de serem excluídos como factor relevante, e a inevitável desintegração do poder dos Habsburgos foram todos factores que promoveram os conflitos.
O lado positivo de tudo isto (sim porque também existe) foi o fim do colonialismo, o fim das monarquias com poder político e o nascimento de uma vontade de União continental – a União Europeia é a encarnação desse sonho. As coisas resolveram-se de forma estranha ao longo deste tempo, duvido que Bismark, Moltke ou Guilherme I tivessem este cenário em mente :)
Os homossexuais masculinos já podem doar sangue. Ao fim de uma década de discriminação finalmente mudaram as regras (quase que se vê os cordelinhos de Bruxelas nisto tudo, já que a tolerância nunca foi o ponto forte dos responsáveis nacionais...).
Portugal é um pais tão tolerante, tão tolerante que até quem quer ser altruísta e doar sangue era impedido devido à sua orientação sexual. A única coisa que isto revela é muito preconceito e o seguimento acéfalo de opiniões não técnicas.
Mas nem tudo é positivo, lembrando as palavras de Paulo Côrte-Real: "Agora é preciso garantir a aplicação efectiva do novo critério, certificar que não muda no papel e não fica na mesma na prática."
Estas questões têm tendência a ficar mal resolvidas, é como o caso do racismo que é penalizado mas que é prática corrente em instituições e empresas.
Nenhum dos temas fracturantes parece estar na agenda do PS. Acho que uma frase que resume bem toda a atitude do partido foi dita por Vitalino Canas:
“esse não é um tema que o PS tenha neste momento na agenda”
O problema é que o PS não parece querer abordar nada, aliás o lema parece ser: o melhor é ficar muito quietos para ver se não chateamos muitas pessoas e assim conseguir o segundo mandato. Sinceramente parece-me uma atitude cobarde.
Mas a parte mais “engraçada” é que a regionalização continua na ordem do dia para o partido socialista. Para servir as clientelas do partido arranja-se sempre coragem política para alterar as coisas, para o bem do cidadão comum é que parece ser mais complicado.
Os reizinhos cá da terra (como dizem ser este caso) são uma espécie à parte. São os atletas do desporto nacional português: o nepotismo. Se há causa mais óbvia da nossa desgraça como país esse algo é a recusa em recompensar a competência e capacidade em detrimento do amigo, da mulher, do filho, da amante, do sobrinho, do primo, do afilhado, do tipo com o penacho entre outros.
Sem conquistar esta falha abismal não há hipótese de fazer mais nada, quando os meninos e meninas têm as costas quentes e fazem o que querem e lhes apetece e no fim (presumivelmente pela atitude de profissionalismo...) ainda recebem promoções, bónus e sei lá mais o quê como é que um profissional sério que subiu a pulso pode ter vontade de fazer seja o que for? Não há motivação que resista a este sistema da “cretinocracia”.
Alexandre Lukachenko foi reeleito como presidente com uns fantásticos 82%, obtidos de forma desonesta (segundo a OSCE) já que não existiu o mínimo de liberdade - o resultado já era esperado, já que, normalmente, prisões de opositores, proibições de manifestações ou a sua repressão e a desaparição de democratas no meio da noite para nunca mais serem vistos costuma ser mau sinal...
O tirano de leste acabou de garantir mais uns anitos no poder, enquanto isso o seu país continua afundado na mais profunda miséria, corrupção e com um estado policial. Para encontrar soluções para o "último ditador europeu" temos que procurar repostas não na Bielorússia mas sim em quem mantém o sistema (um estado totalitário tão perto da Europa Ocidental não continua de pé há mais de 15 anos por acaso), já que Lukachenko é um testa de ferro.
Como é dito aqui com todas as letras os conservadores dominam Belém. Cavaco fez um transplante de conservadores (de todas as estirpes) para a sua “administração”. Sinceramente acho que é péssimo sinal, dado o que este senhores andam a defender há anos. Se Cavaco tiver algum peso real no seu mandato (e não for o corta fitas que o presidente normalmente é) as liberdades civis vão no mínimo estancar se não mesmo regredir.
O que não é aceitável é que alguns venham agora dizer que estão surpreendidos com estas nomeações, isto era previsível, sempre foram estas as pessoas que rodearam Cavaco e era previsível que a camarilha da Universidade Católica colonizasse Belém.
Por alguma razão não votei nestas eleições...
"ONU aprova criação de novo Conselho dos Direitos Humanos"
A ONU resolveu finalmente mudar de sistema. Os abusadores sistemáticos dos direitos humanos podem desta forma ser excluídas do novo conselho em vez de ser como até agora em que a comissão mantinha entre os seus membros países que cometiam as mais atrozes violações dos direitos humanos.
Ao contrário dos conservadores que consideram os direitos humanos como uma ficção iluminista (preferindo muitas vezes substitui-los por algum vago conceito religioso pré-séc. XVIII) eu vejo-os como algo de valor prático inestimável, são a única forma realista de trazer um mínimo de liberdade a todos os cantos do mundo. Quando esses mesmos direitos são subordinados a interesses económicos ou políticos não posso deixar de sentir asco (China, Índia, Indonésia, EUA, Bielorússia, Rússia, Zimbabwe...). Gostava de pensar que os nossos representantes não são capazes de descer tanto mas sistematicamente tenho estado errado.
Espero que pelo menos este passo permita um controlo mais apertado dos estados e grupos violadores. Um passo importante no projecto de estabilidade e prosperidade global.