Monday, October 31, 2005
Sunday, October 30, 2005
Revisão da situação
- Vitória nas eleições municipais de todos os candidatos com passados “dúbios” (para que não fiquem dúvidas utilizo dúbio como um eufemismo).
- Candidaturas presidenciais de políticos “fora do prazo”, o que vem provar que a estagnação é o que inevitavelmente se segue à instauração da partidocracia.
- Obra megalómana do TGV, que vai parar 4 vezes num percurso já de si pateticamente curto (Lisboa-Porto).
- A cobardia política de se remeter o aborto para um referendo para assim poder agradar a gregos e troianos.
- O clima de optimismo bacoco que várias entidades políticas querem criar quando o país está na fossa e enterra-se mais a cada nova medida tomada.
Depois de tanta coisa que dá a volta ao estômago deu-me vontade de citar George Bernard Shaw:
“The power of accurate observation is commonly called cynicism by those who have not got it.”
Tuesday, October 18, 2005
Silêncio
Tuesday, October 11, 2005
Milagre
Esta boa notícia, anunciada nas rondas da OMC em Zurique, é na verdade uma resposta a uma proposta americana em que os EUA propõem-se baixar os seus subsídios agrícolas em 60 %.
Vamos ver se depois de feitas as promessas elas vão ser executadas e levadas à sua conclusão lógica (a abolição total dos subsídios agrícolas).
Friday, October 07, 2005
Reformas e convergência: o drama europeu
França lança para a opinião pública que o seu interesse em aprovar rapidamente este orçamento é devido à sua preocupação com os países de leste quando na realidade o seu interesse é mais em manter o seu ineficiente (e obscenamente caro) sector agrícola.
Mesmo que a preocupação de Paris fosse com a situação dos países de leste acho curioso que se preocupe exclusivamente com o aspecto financeiro sem dar qualquer relevo a outras situações muito preocupantes nesses mesmos países. A convergência deve ser realizada a mais níveis do que o financeiro.
Wednesday, October 05, 2005
O ónus da prova
Segundos as “sábias” palavras do presidente da república o ónus da prova deve ser invertido para que o cidadão passe a ter que se justificar ao estado pela posse do que é seu. Ou seja, ter riqueza é crime em Portugal (pelo menos até que se prove o contrário). E no meio desta confusão como é que fica a igualdade dos cidadãos perante a lei?? Desaparece como é óbvio, mas não há problema, porque segundo esta nova “lógica” só pode ter propriedade quem andou envolvido em actividades ilegais.
Já estou a ver os funcionários das finanças e os “justiceiros” sociais a esfregar as mãos de contentes. Os primeiros porque a partir de agora não precisam de investigar ninguém, o cidadão é que passa a ter de lhes prestar contas (uma completa admissão de incompetência do aparelho fiscal) e os segundo porque vêm nisso mais um passo na sua senda de redistributiva.
O discurso ainda se caracteriza pelo típico padrão moralista de extrema esquerda ao referir uns tais “reprováveis desperdícios”. Agora até o nível de vida que uma pessoa pode ter deve passar a obedecer a regulamentos estatais (conforme a sensibilidade dos políticos do momento).
Estas medidas subvertem o direito à propriedade, a igualdade legal entre cidadãos e revelam bem a percepção que alguns neste país têm da riqueza. Em vez de se incentivar á produção de riqueza e à iniciativa individual faz-se o oposto: crucifica-se o sucesso com base numa acusação automática de fraude. Não é assim que se incentivam os empreendedores.
Dos méritos da monarquia

George, the prince Regent
G: Ah, so you don't approve of his ( Pitt ) plans to abolish me, then.
T: I do not, sir. Damn his eyes! Damn his britches! Damn his duck pond!
G: Well, hurrah for that!
T: I care not a jot that you are the son of a certified sauerkraut-sucking loon!
G: Ah, thank you, sir.
T: It minds not me that you dress like a mad parrot and talk like a plate of beans negotiating their way out of a cow's digestive system. It is no skin off my rosy nose that there are bits of lemon peel floating down the Thames that would make better Regents than you.
G: Well, bravo!
T: The fact is, you *are* Regent...
G: Yes, I am...
T: ...appointed by God, and I shall stick by you forever, though infirmity lay me waste and ill health curse my every waking moment. (falls into the chair dead )
Tuesday, October 04, 2005
Diferentes Realidades

Jim Hacker: "Europe is a community of nations, dedicated towards one goal."
Sir Humphrey: "Oh, ha ha ha."
Jim Hacker: "May we share the joke, Humphrey?"
Sir Humphrey: "Oh Minister, let's look at this objectively. It's a game played for national interests, it always was. Why do you suppose we went into it?"
Jim Hacker: "To strengthen the brotherhood of Free Western nations."
Sir Humphrey: "Oh really. We went in to screw the French by splitting them off from the Germans."
Jim Hacker: "So why did the French go into it then?"
Sir Humphrey: "Well, to protect their inefficient farmers from commercial competition."
Jim Hacker: "That certainly doesn't apply to the Germans."
Sir Humphrey: "No no, they went in to cleanse themselves of genocide and apply for readmission to the human race."
Jim Hacker: "I never heard such appalling cynicism. At least the small nations didn't go into it for selfish reasons."
Sir Humphrey: "Oh really? Luxembourg is in it for the perks; the capital of the EEC, all that foreign money pouring in."
Jim Hacker: "Very sensible central location."
Sir Humphrey: "With the administration in Brussels and the Parliament in Strasbourg? Minister, it's like having the House of Commons in Swindon and the Civil Service in Kettering."
O feudo da Madeira
Como é que Alberto João Jardim mantém a toda Madeira a prestar-lhe vassalagem? Simplesmente exerce controlo sobre os cordões da bolsa do governo regional. Como as autarquias são imensamente dependentes dos serviços e fundos desse mesmo governo regional não existe autonomia que sobreviva ou rebeldia que persista.
Monday, October 03, 2005
A guerra dos subsídios
Para quem ainda tinha dúvidas que os EUA também faziam parte, juntamente com a UE, do clube dos proteccionistas fica esta notícia: a OMC condenou os Estados Unidos pelos apoios financeiros aos produtos e serviços exportados.
A guerra dos subsídios deve continuar nos próximos tempos no campo dos apoios agrícolas que a UE concede a alguns estados membros. Apoios esses que ainda não foram cortados porque politicamente não existe a coragem para o fazer (na França e Alemanha essa acção, apesar de justa e necessária, poderia muito bem equivaler a suicídio político).
O dinheiro que seria poupado ao abandonar a PAC seria muito melhor usado para financiar a investigação cientifica (directa ou indirectamente).
O politicamente incorrecto
Confesso que não gosto nada da expressão: “politicamente incorrecto”. É frequente que isso se trate apenas de uma desculpa para ventilar de forma descarada os ódios e fobias “ancestrais” sobre a capa de uma pretensa luta, mais ou menos revolucionária, contra o sistema – por vezes os que mais vilipendiam o “politicamente correcto” (isto é, as opiniões contrárias às deles) são dos que mais estão entrincheirados nos meandros do tal sistema e nos seus vícios.
É claro que qualquer luta contra o sistema opressivo que se preze (mas que curiosamente não os impede de falar e espalharem as suas ideias... ) não estaria completa sem a sua hoste de demónios pessoais (e existem para todos os gostos) e a sua própria escatologia (cumprindo-se com a derrota de tudo o que lhes faz espécie).
É claro que num mundo ideal um argumento vale por si mesmo e não existiria qualquer necessidade de lhe atribuir este tipo de rótulos. Mas como este não é o mundo ideal, e muitas vezes a aparência importa mais que tudo, convém ter em mente que este tipo de tácticas é comum e que os cruzados do “incorrecto” andam por aí a vender gato por lebre. Que se analise cada caso, ideia e argumento apenas pelo seu valor intrínseco e não pelos critérios de pseudo rebeldes.
Sunday, October 02, 2005
Contabilizando a teologia
Será que se um músico estiver doente o contribuinte também deve pagar para que exista uma orquestra disponível para lhe “elevar a alma”?
Achei curioso este comentário do bispo Januário Torgal Ferreira onde ele revela a sua preocupação pelo excesso fiscal imposto pelas novas medidas de assistência religiosa. Penso que existem duas coisas a apontar. Reconhecendo que a maioria dos crentes é católica (pelo menos em nome) é necessário dizer que a tarefa de realizar serviços religiosos não pertence ao estado e como tal sacerdotes não devem ser remunerados a partir do erário público. O segundo ponto é que parece que preocupação do bispo é mais a de manter a sua posição de monopolista no mercado existente do que propriamente não aumentar a despesa pública.
Actualização
Nota: soube por estes senhores que Paulo Portas pode vir a candidatar-se a Presidente da República. [pausa para riso] Não que ele não tenha o direito a candidatar-se e que o seu ego não gostasse mas enfim nem para marcar espaço político para o PP esta (possível) candidatura iria servir. Enfim mais uma que foi lançada para o ar para ver qual era a reacção...

