Existem dois tipos de mudança social e política possível: a revolucionária e a que parte do sistema. O grande debate é sempre sobre qual é que é preferível.
A revolucionária é propícia à instabilidade, ao caos, aos abusos dos líderes e seguidores da revolução (muitos inimigos políticos e privados tendem a “desaparecer”), o que tudo somado só aumenta a influência dos sectores autoritários (dos dois lados).

A que vem do interior do sistema regra geral, se não existir um elemento de pressão exterior, tende a ser ineficaz já que os grupos representados no poder preferem a manutenção da sua situação (traduz-se em reformas que produzem mudanças estéticas mas sem significado real).

Entre estes dois tipos existe o chamado ponto de rotura em que o diálogo entre os dois lados se torna impossível.
Não acredito que em qualquer situação histórica alguma vez tenha ocorrido um verdadeiro equilíbrio entre as duas posições, ou que isso sequer seja sempre desejável...